Investigação automática
A IA levanta hipóteses, testa cada uma nos seus dados e escreve o laudo — dentro de um orçamento fixo e do nível de autonomia que você escolher.
Esta página é para quem decide quanto a IA pode fazer sozinha nos seus chamados. A investigação automática é a parte mais desenvolvida do ChatMade: ela não resume o chamado, ela testa hipóteses contra os seus dados e registra cada consulta que fez.
Como funciona, em ordem
- O chamado é criado. A triagem roda primeiro: classifica, resume e reescreve o título.
- A investigação levanta um conjunto de hipóteses, numeradas H1, H2, H3 e assim por diante.
- Cada hipótese é testada com as ferramentas que você ligou — conectores MCP de observabilidade e conector de banco.
- Cada chamada de ferramenta vira uma linha de evidência: a consulta, o resultado, a duração.
- Cada hipótese recebe um veredito: Validated (“Validada”), Invalidated (“Invalidada”) ou Inconclusive (“Inconclusiva”), com uma confiança de 0 a 1.
- A IA escreve o RCA — o laudo de causa raiz — citando as hipóteses.
- O que acontece com esse laudo depende do nível de autonomia.
Os três níveis de autonomia
Em Settings → Ticketing (“Configurações → Chamados”), na seção Autonomy level (“Nível de autonomia”), com a dica “The AI never exceeds this level. Higher levels still log every action for audit.”
Três cartões, cada um com as mesmas quatro capacidades marcadas ou riscadas: Triage & investigate, Propose resolution, Message customer, Close ticket.
| Nível | Nome na tela | O que a IA faz |
|---|---|---|
| L1 | Investigate only (“Só investigar”) | Tria e investiga. Escreve o laudo e para. Nada é criado, ninguém é avisado. É o padrão. |
| L2 | Propose, human approves (“Propor, humano aprova”) | Faz tudo do L1 e propõe uma resolução. O chamado vai para Awaiting approval e espera uma pessoa. |
| L3 | Auto-resolve & notify (“Resolver e avisar”) | Pode resolver o chamado e falar com o cliente sozinha. |
Ao escolher L3, a tela mostra o aviso: ”⚠ The AI can message customers and close tickets without review. Use only for well-scoped, low-risk queues.”
O L3 tem quatro travas
Mesmo no L3, a IA só resolve sozinha se todas as quatro condições forem verdadeiras:
- A investigação terminou completa — não estourou o orçamento nem o relógio.
- Existe pelo menos uma hipótese validada.
- A confiança do laudo é maior ou igual a 0,85.
- Existe um canal para avisar o cliente.
Falhando qualquer uma, o L3 cai para o comportamento do L2: em vez de resolver, cria uma proposta e espera aprovação humana.
Atenção: o limiar de 0,85 é real e está no código, mas não tem campo na tela. Ele só é alterável pela API. Quem usa o painel trabalha com 0,85.
Aprovar ou rejeitar uma proposta
Quando a IA propõe, um aviso fica fixo no topo do chamado, com o título “AI proposes a resolution — awaiting your approval” e a linha:
Approving resolves the ticket and sends the customer message below. ChatterMate never executes infrastructure changes — any fix stays with your team.
Isso é literal: o ChatMade não executa mudança de infraestrutura. Ele investiga, conclui e escreve — consertar continua sendo trabalho do seu time.
O aviso mostra dois blocos, Proposed resolution (“Resolução proposta”) e Message to the customer (“Mensagem para o cliente”), mais um atalho para o raciocínio, no formato Reasoning: H2 · Validated · confidence 0.92.
Dois botões: Approve & resolve (“Aprovar e resolver”) e Reject… (“Rejeitar…”).
Ao rejeitar, você escreve o motivo — o campo pede “Why is this wrong? Your reason guides the next investigation…” — e existe a caixa Run the investigation with this feedback (“Rodar a investigação de novo com este retorno”), marcada por padrão.
O motivo da rejeição vira contexto da próxima execução. Ele entra no prompt como retorno do revisor, com até 2000 caracteres. Você não repete a investigação: você a corrige.
Aprovar e rejeitar exigem uma permissão própria, approve_ticket_actions, separada de manage_tickets de propósito. Quem não tem lê: “You don’t have permission to approve AI actions on tickets.”
O orçamento de cada investigação
| Limite | Valor | O que acontece ao estourar |
|---|---|---|
| Chamadas de ferramenta por execução | 25 | As hipóteses não testadas viram Inconclusive, com a conclusão “Not tested — the run’s tool-call budget was exhausted.” O laudo sai marcado como parcial. |
| Chamadas por hipótese | 6 | A hipótese para de investigar e conclui com o que tem |
| Relógio da execução | 600 segundos | O que estiver pendente vira Inconclusive com “Not completed — the run’s wall-clock budget was reached.” O laudo é escrito assim mesmo |
| Execuções por chamado | 3 | Uma quarta tentativa recebe erro 409 |
Quando o orçamento estoura, o painel de investigação mostra a etiqueta “Partial · budget” (“Parcial · orçamento”) e o laudo ganha a marca “Partial — budget reached” (“Parcial — orçamento atingido”).
Atenção: esses três números — 25, 600 e 3 — não têm campo na tela. Os dois primeiros são alteráveis só pela API; o relógio de 600 segundos não é configurável de jeito nenhum. Na prática, quem usa o painel trabalha com esses valores.
E não existe teto mensal funcionando: a coluna existe no banco, mas nada no código a lê. Não conte com ela.
O painel de investigação
No chamado, o cartão AI investigation (“Investigação da IA”) mostra o estado da execução — Queued, Investigating, Completed, Failed, Cancelled ou Partial · budget — e uma linha de resumo com o número de hipóteses, as chamadas usadas sobre o teto, as chamadas ao modelo, os tokens e o modelo usado.
Cada hipótese é um cartão com o crachá H1, H2, H3, a etiqueta do veredito, uma barra de confiança com o número em duas casas, e ao abrir: Rationale (“Raciocínio”), Conclusion (“Conclusão”) e Evidence — N tool calls (“Evidência — N chamadas de ferramenta”).
Se a hipótese foi resolvida sem tocar em ferramenta nenhuma, a tela diz: “No tool evidence — tested by reasoning over the ticket context.”
Se algum conector configurado não subiu, aparece: “Ran with {n} of {n} configured connectors — findings may be missing evidence.”
A evidência
Cada chamada de ferramenta é gravada com o nome da ferramenta, o conector que a serviu, a consulta enviada, o resultado, a duração em milissegundos e o erro, se houve.
Na tela, cada linha de evidência abre mostrando Query (“Consulta”) — com um botão Copy (“Copiar”) —, Error (“Erro”) e Result (“Resultado”).
Antes de gravar, o texto passa por redação de dados pessoais. Seis padrões são trocados por marcadores como [EMAIL_REDACTED]: e-mail, telefone, CPF/SSN, cartão de crédito, endereço IPv4 e data de nascimento.
Atenção: os padrões de redação são escritos no formato norte-americano. Telefone no formato brasileiro, CPF e IBAN não são reconhecidos por eles. Trate isso como uma camada a mais, não como a sua garantia de privacidade — a garantia de verdade são as colunas mascaradas e a lista branca do conector de banco.
A consulta é cortada em 2000 caracteres e o resultado em 4000.
O laudo de causa raiz
O RCA é versionado por chamado: cada nova execução gera uma versão nova, e a anterior não some. O cartão mostra o crachá v2, v3, a assinatura “Generated by ChatterMate AI · reviewed by {nome}” — ou ”· not yet reviewed” — e a confiança.
As seções são: Summary, Impact, Timeline, Investigation log, Contributing factors, Conclusion, Remediation, Prevention e Customer summary.
Você pode editar o texto e clicar em Save draft (“Salvar rascunho”), ou mandar para o cliente com Send to customer (“Enviar ao cliente”).
O envio segue o canal: se o chamado tem uma conversa ligada, vai por ela; se não tem, vai por e-mail direto. Quando não há nenhum dos dois, o botão fica desligado com o recado “No customer channel — link a conversation or add a customer email to send.”
Quem envia fica registrado como revisor, e o envio vira uma atividade visível para o cliente no histórico.
Ligar a investigação
- Vá em Settings → Ticketing (“Configurações → Chamados”).
- Escolha o Autonomy level. Comece no L1 e só suba quando você tiver lido alguns laudos e concordado com eles.
- Deixe marcada a caixa Run AI triage automatically when a ticket is created (“Rodar a triagem por IA quando o chamado for criado”).
- Na seção Investigation connectors (“Conectores de investigação”), com a etiqueta via MCP, ligue os servidores de observabilidade que você usa. Há atalhos para Grafana, Elasticsearch, Sentry e CloudWatch, mais Add MCP connector (“Adicionar conector MCP”) para qualquer outro.
- Se quiser que a IA confira fato no banco, siga Conectores de banco.
Bom saber: os conectores de investigação ficam numa lista separada das ferramentas MCP do agente que fala com o cliente. Uma ferramenta de observabilidade ligada aqui nunca chega ao agente de chat. Isso é de propósito e está escrito no código.
Sem nenhum conector, a investigação ainda roda — só que raciocinando sobre o texto do chamado, sem evidência externa. Serve para triar; não serve para concluir.
Próximo passo
Se você quer que a investigação comece antes de o cliente reclamar, ligue Abrir chamado por alerta.